Quarta-feira, Julho 15, 2009 por Tacito Gueiros
É verdade… 6 meses de afastamento e, como era de se esperar, muita água desse sarapatel foi mudada nesse período. Carro novo, crise nova, banda nova, busca de trabalho novo, doença nova… Até mesmo a perspectiva de que este sarapateleiro que vos escreve ter que caber de novo lá na terrinha. Completamente fora do planejado, absolutamente forçado pelas circunstâncias.
Pior é o ócio forçado. Anticriativo, antieconômico, extremamente tedioso e desmotivante.
Mas chega de lamúria. A fila anda, a terra gira, a crise passa e a influenza também. Só não passa a gente. Afinal, um homem é um homem, e um gato bebe leite. Estamos de volta, e o caldeirão tá fervendo. Olho na pressão!
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Terça-feira, Julho 14, 2009 por thiaguimdiniz
Depois de 6 meses de ausência, resolvi voltar ao Sarapatel. Saudade daqui. Em Brasília, tudo mais calmo, mas adaptado. Apenas as notícias do congresso que não tem como acostumar. Que loucura. Todo mundo achando que a malandragem é carioca…ledo engano. Começamos a estação seca…chuva só em outubro…
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Sábado, Janeiro 31, 2009 por Tacito Gueiros
…do meu colega do Planalto, não temos planos de passar o carnaval em Recife. Aliás, essa é uma das épocas em que mais agradeço por estar nos Pampas, onde as tentativas de carnaval não chegam a incomodar quem é avesso à folia – como eu e minha esposa. Mas nem por isso nosso carnaval vai ser morgado: teremos a visita de meus pais! E como bônus, eles ainda deverão trazer lembrancinhas e comidinhas da terrinha! Que maGavilha!
Em comum com o amigo do Planalto, só a campanha por um 2010 mais, digamos, “slim”. Mas num tem nada a ver com andar sem camisa, ao contrário… é pra caber numa certa camisa dourada que ganhei e que, tomara, vou usar muito esse ano…
Vou me embora curtir o feriadão de 2 de fevereiro. Se eu não voltar antes do carnaval a todos, seja descansando ou foliando. Mas juízo, hein, gente?
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Segunda-feira, Janeiro 19, 2009 por thiaguimdiniz
Depois de um fim de ano sem recesso (vide foto abaixo), comprei minha passagem para o CARNAVAL DE RECIFE! Felicidade aqui é mato! Eu devo estar entre os foliões mais tabacudos da cidade. Pelo menos me considero assim. Aliás, poucas palavras são tão recifenses como tabacudo. O pessoal do trabalho já adotou. Passar o fim-de-ano em Brasília foi uma experiência interessante, mas não sei se penso em repeti-la. Bebe-se pouco, chora-se pouco, come-se muito. Até eu que não sou tão fã de comida de Natal devo ter engordado aos montes. Hora de malhar para o projeto Carnaval Sem Camisa 2010, porque o 2009 eu vou gordinho mesmo. Bora? Bando de tabacudo!

30 de dezembro de 2008
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Terça-feira, Janeiro 6, 2009 por Tacito Gueiros
Tem um comercial, na verdade uma chamada para um programa do GNT, o Alternativa Saúde, que achei bem interessante e oportuno. Nele aparece um dia na vida de uma mulher, e os mesmos fatos são narrados sob duas perspectivas opostas.
Na primeira a narrativa é mais ou menos o seguinte:
“Ela ficou duas horas presa no trânsito, depois passou o dia todo trabalhando; ao chegar em casa, ainda teve que ficar com o filho“.
Na sequência (sem trema, olha o novo acordo ortográfico!), as mesmas imagens são mostradas, mas a narrativa agora é a seguinte:
“Ela ficou duas horas ouvindo música, depois passou o dia todo fazendo o que gosta; ao chegar em casa, ainda teve tempo para brincar“.
Espero não tomar um processo pela chupada publicitária, mas desejo a todos um 2009 sob essa nova perspectiva: que olhemos o ano novo por um outro ângulo, que a gente assuma uma postura de boa vontade, de encarar tudo de uma maneira mais positiva, de dar um bom exemplo, de simplesmente fazer o bem.
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Terça-feira, Dezembro 30, 2008 por thiaguimdiniz
Esta é a data em que muitos dos leitores devem estar em confraternizações, enchendo o latão em algum bar ou simplesmente colocando o sono em dia. Enquanto isso, em Brasília, Ministérios, Autarquias e Empresas Públicas (já sei a diferença disso tudo) trabalham enlouquecidamente. Final de ano pra governo funciona de outra forma. Também tô aprendendo. Fora isso, Brasília está linda. Toda decorada para o Natal. Quando eu aprender a postar fotos aqui como o companheiro lá dos Pampas, mando umas. Ah, tenho que ir porque amanhã também é dia de branco.
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Terça-feira, Dezembro 23, 2008 por Tacito Gueiros
É. Eu tava mesmo estranhando como eu, sendo músico e apaixonado-viciado em música, ainda não tinha postado nada específico sobre música.
Navegava eu à toa pela blogosfera, naquela de fazer hora, quando achei umas resenhas sobre um tal de Vitor Araújo, jovem pianista pernambucano que vem dando o que falar – e melhor, o que ouvir. Ouvi uma canção (uma releitura genial de Paranoid Android) e como garoto gosta de desconstruir, já virei fã. Continuei a persquisar sobre meu novo ícone musical, e descobri ele foi dura e severamente criticado por um outro – até então, para mim – ícone pernambucano do descontrutivismo musical, o maestro Marlos Nobre, cujo trabalho conheci quando eu ainda tentava aprender a tocar piano. Lembro-me bem de ouvir longas sessões de estudo de meu amigo “Tonico” Nigro (hoje residente na Alemanha) estudando a Nazarethiana, de Marlos Nobre. Posso mencionar que aquilo ajudou a abrir meus horizontes musicais, e hoje eu gosto de ouvir loucuras como, por exemplo, Chick Korea.
Lembro que até já tinha desistido de procurar pela web material sobre o referido maestro e compositor pernambucano, e agora, sem procurar, acho esse material: uma dura e injusta crítica a um jovem músico que – como eu – admirava o seu trabalho e deu o seu toque pessoal numa releitura. Não quero aqui fazer juízo de valor a respeito da técnica ou qualquer outro aspecto da performance de Vitor Araújo, ao contrário: quero lamentar que ainda hoje, em pleno século XXI, ainda tenho que assistir ao triste espetáculo dos puristas, dos eruditos, que não admitem nada que esteja fora das linhas do seu pentagrama, fora das normas clássicas, formais, eruditas; pessoas que defendem com unhas e dentes a honra de nomes como Bach, Villa Lobos, Schoenberg, mas esquecem que os euditos que eles defendem também já quebraram as regras de seu tempo.
Que pena que a música ainda esteja presa e engessada pela arrogância e falta de visão dos “eruditos”.
Mas ainda há esperança. Anotem esse nome: Vitor Araujo.
PS: Feliz Natal a todos! E não esqueçam que esse papo de que Papai Noel vai dar presente a todo mundo é lenda… ele diz isso a todo mundo que é pra todo mundo sentar no colo dele…
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Quinta-feira, Dezembro 11, 2008 por Tacito Gueiros
Até que enfim, consegui me mudar. Por “me mudar”, entenda-se todo o processo compreendido desde a busca de um apto que satisfaça aos requisitos (logística, conforto, localização, tamanho, orçamento e etc) até à mudança propriamente dita; esse processo ainda compreende uma longa e penosa burocracia onde vc precisa praticamente implorar que te aceitem como inquilino, mesmo que a renda familiar seja 5x maior que o valor do aluguel e que vc tenha vencido o constrangimento de providenciar um fiador com dois imóveis quitados e escriturados. E olha que o meu Sarapatel não é o de Brasília – onde pelo menos no imaginário popular, nasce, cresce, reproduz-se toda a burucracia nacional – mas não morre nunca.

Antes da mudança, limpeza e sossego...

...e o caos instaurado no 'durante'.
Uma opção para fugir do constrangimento do fiador é o seguro-fiança: você paga antecipadamente um valor equivalente a 3 aluguéis (!) – valor que não será ressarcido nunca – e todo ano que for renovar o contrato, paga de novo o mesmo valor. Só posso imaginar que que quem instituiu essa modalidade deve receber 15 salários por ano, para ter disponibilidade de pagar 15 aluguéis. O pior de tudo foi agüentar o desaforo de tentar entender:
(Eu): “Mas porque fazer um seguro de fiança locatícia?”
(Corretora): “O senhor não faz seguro do seu carro todo ano?”
(Eu): “Sim, porque pode ser que roubem meu carro. E eu, vou colocar um apartamento no porta-malas do carro e fugir??” :-S
“Ah, meu Brasil, que se perdeu sem conhecer um apogeu…
Esse solo tão fértil, esses campos tão meus, quem abençoou foi Deus.”
(O Teu Futuro Espelha esta Grandeza – RPM & Bezerra da Silva)
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Quinta-feira, Dezembro 4, 2008 por Tacito Gueiros
Com a autorização e concordância do meu sócio “Planaltense”, quero escrever sobre hoje, um assunto fora dos usuais propósitos do blog.
Hoje são completos 4 anos de um acontecimento realmente capaz de mudar a vida de um sujeito. E pra muito melhor. Ou ainda, como diria meu irmão, o acontecimento que completou o processo de transformação deste humilde arremedo de gente em “homem feito”.
Hoje faz 4 anos que eu resolvi entrar para o time dos homens sérios, dos pais de família; deixar a boquinha da casa de mamãe para arrumar as minhas dores de cabeça e responsabilidades com casa, contas, família, etc, etc. Enfim, foi o dia em que eu resolvi me entregar à uma só pessoa, e deixar que ela se entregasse a mim. Uma pessoa que virou parte indispensável da minha vida – até mais do que eu mesmo. Tem vezes que tenho vontade de sair de cena e deixar tudo com ela – mas num sou doido de fazer isso, pra num perder a moral, é ou num é?
Pra vc, Minha Vi, minha melhor metade: te amo hoje ainda mais que no começo. E escolheria viver tudo novamente – inclusive as dores – se tivesse certeza que tudo me traria até aqui, de novo. Evitaria apenas aquelas cenas em que vc chorou por minha culpa – nessas, choraria eu.
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Quinta-feira, Dezembro 4, 2008 por thiaguimdiniz
Você começa a se adaptar a uma cidade quando resolve ler o jornal local. Todos os dias, religiosamente, eu costumava abrir o site do JcOnline e dar uma conferida nas notícias de Pernambuco. De Publicidade a Política, passando por Cidades e, claro, uma olhadinha no Internacional para sair um pouco do umbigo. Finalmente, aqui, comecei a dar uma sacada mais detalhada no Correio Braziliense. Só para saber o que vai acontecer no Natal, os endereços das melhores festas, onde vai ter cantata, orquestra. Infelizmente ainda não tive tempo de dissecar tudo, mas como meu Natal deve ser na capital federal, terei que achar diversão em algum lugar.
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Quinta-feira, Dezembro 4, 2008 por thiaguimdiniz
Nunca morei em uma capital federal. Já visitei algumas e no máximo fiquei 3 semanas em Londres. Uma das coisas mais legais é que todas manifestações e, principalmente as decisões, são tomadas nelas. Lembro que lá entre os londrinos, participei de uma passeata em favor da permanência dos gregos na ilha de Chipre. Ih, aquilo é uma confusão. Os gregos são reconhecidos internacionalmente, mas os turcos estão no norte da ilha e reivindicam uma parte do território. Sei que em Londres, eu estava lá entre os gregos, ajudando com as plaquinhas e tudo. Muito bem, gostei da experiência. Eis que em Brasília, ontem, o pessoal da CUT organizou uma passeata gigantesca (que deixaria a do UK no chinelo) em protesto contra alguma nova lei trabalhista. Trânsito de cão, helicópteros por todos os lados, 3 faixas do Eixo Monumental interditadas, inferno na Terra. Eu, de carro, atrasado para o trabalho a xingar todo e qualquer manifestante que estivesse exigindo seus direitos. No fundo mesmo, acho que queria estar lá com eles. Um dia ainda irei trabalhar a pé.
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Sexta-Feira, Novembro 28, 2008 por Tacito Gueiros
“Lá vem chegando o verão no trem da estação da luz…”
Certa vez me perguntaram (pelo MSN) como estava o tempo por aqui. Quando respondi que estava um calor insuportável, replicaram: “mas aí não é frio?”
Sim, no inverno faz frio. Ou fazia, porque esse ano o inverno foi uma baba, não chegou a fazer menos que 6, 7 graus – ameno, se comparado aos 3° negativos que chegou a fazer ano passado. Mas aqui tem verão – esse sim, é de matar. Um calor desgraçado, que passa fácil dos 40graus lá por janeiro. E o pior: abafado e úmido. De passar mal. Pois bem, já estamos quase no final da primavera, que resolveu já vir com tudo. Em janeiro, vou fritar no meio da rua…
Mas tem um lado “bom”: horário de verão. É legal sair do trabalho com um baita sol, ir pra casa a pé, resolver um monte de coisas com o dia claro, bater um papo com os colegas tomando uma gelada depois do expediente, ir caminhar no parque (que saudade de uma praia!)… só é preciso ter cuidado, senão chega bronzeado em casa, e isso pode não ser bom: estamos perto demais do buraco da camada de ozõnio. Então, em pleno verão, às 8 da “noite”, é bom usar protetor solar ser for sair a pé.
P.S.: Eu não sou fanático por Alceu Valença, foi coincidência…
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Terça-feira, Novembro 25, 2008 por thiaguimdiniz
Passei o fim de semana em Goiânia. Realmente confirmei tudo o que me falavam. Cidade linda, limpa, mulheres lindíssimas, enfim, povo bom. Conheci pouco porque do hotel, fomos direto pra um barzinho passar a tarde. Depois, baladinha e cama de novo pra enfrentar o domingão no Serra Dourada. Aliás, não é só o gramado, mas o estádio inteiro é espetacular. Organizado, limpo, com espaços abertos, bem diferente dos gradeados que conheço. O jogaço era a decisão da terceira divisão do campeonato brasileiro: Campinense X Atlético Goianiense. Fantástico! Para provar como o povo é bom, a torcida do adversário veio nos cumprimentar, afinal, os dois times subiram. Viu? Povo bom. Ainda volto pra lá!
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Segunda-feira, Novembro 10, 2008 por thiaguimdiniz
Finalmente achei algo que me irrita, o que deve ser bom porque deixa a cidade menos reta. Aqui em Brasília, provavelmente por ser o centro do poder no Brasil, discute-se política muito mais do que no Recife. A pauta do dia é o poder, afinal de contas, a cidade vive disso. Do poder, do que ele representa ou do que ele poderia representar. Isso também se mostra na arquitetura, nem um pouco funcional, assim como na cabeça de algumas pessoas que insistem em se enterrar na Ilha da Fantasia e não ver o ao redor. Depois de hoje, vi que alguns nordestinos resolveram definitivamente esquecer o passado retirante e sofrido. Uma pena. Nossas raízes estão lá. A terra quente e úmida ainda persiste. A pobreza ainda está. Possivelmente pelo que se decida aqui. A pragmática acontece lá. Espero que os nordestinos que conheci hoje se tornem mais brasileiros e menos avestruzes.
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Terça-feira, Novembro 4, 2008 por thiaguimdiniz
Eu não se é porque eu estou em Brasília há menos de 2 meses, mas a verdade é que eu estava com muita saudade de casa. Engraçado? Pois é, a gente só entende mesmo uma cidade quando sai dela. Diferente do gaúcho aí embaixo, eu sempre ouço coisas mais como Samba Makossa quando chego no Guararapes-Gilberto Freyre que, by the way, É LINDO. Encontrei com amigos queridos demais, tomei caipirosca por menos de 8 reais, vi minhas sobrinhas, minha irmã e minha mãe. Essas coisas que faltam por aqui.
Aconteceu com Recife a mesma coisa que aconteceu comigo em 2002 quando conheci Atenas. Não entendia o trânsito, não entendia as pessoas, não entendia como um camelô vendia um tênis Adidas original do lado de um super rádio (eu ainda chamo assim) da Sony, como as mulheres usavam preto o dia inteiro. Quando saí de lá, resolvi entender. Assim como Recife, Atenas é um melting pot de milhões de coisas. De “vivente” virei espectador.
Coincidência ou não, recebi por email ontem a campanha da Empetur que vende Pernambuco. Sábado fui numa festa que tava rolando o primeiro CD do Chico. A saudade bateu na campanha. No Chico, eu chorei mesmo. Pouquinho, mas foi.
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