Off-Topic

quinta-feira, dezembro 4, 2008 by

Com a autorização e concordância do meu sócio “Planaltense”, quero escrever sobre hoje, um assunto fora dos usuais propósitos do blog.

Hoje são completos 4 anos de um acontecimento realmente capaz de mudar a vida de um sujeito. E pra muito melhor. Ou ainda, como diria meu irmão, o acontecimento que completou o processo de transformação deste humilde arremedo de gente em “homem feito”.
Hoje faz 4 anos que eu resolvi entrar para o time dos homens sérios, dos pais de família; deixar a boquinha da casa de mamãe para arrumar as minhas dores de cabeça e responsabilidades com casa, contas, família, etc, etc. Enfim, foi o dia em que eu resolvi me entregar à uma só pessoa, e deixar que ela se entregasse a mim. Uma pessoa que virou parte indispensável da minha vida – até mais do que eu mesmo. Tem vezes que tenho vontade de sair de cena e deixar tudo com ela – mas num sou doido de fazer isso, pra num perder a moral, é ou num é?

Pra vc, Minha Vi, minha melhor metade: te amo hoje ainda mais que no começo. E escolheria viver tudo novamente – inclusive as dores – se tivesse certeza que tudo me traria até aqui, de novo. Evitaria apenas aquelas cenas em que vc chorou por minha culpa – nessas, choraria eu.

Extra! Extra!

quinta-feira, dezembro 4, 2008 by

Você começa a se adaptar a uma cidade quando resolve ler o jornal local. Todos os dias, religiosamente, eu costumava abrir o site do JcOnline e dar uma conferida nas notícias de Pernambuco. De Publicidade a Política, passando por Cidades e, claro, uma olhadinha no Internacional para sair um pouco do umbigo. Finalmente, aqui, comecei a dar uma sacada mais detalhada no Correio Braziliense. Só para saber o que vai acontecer no Natal, os endereços das melhores festas, onde vai ter cantata, orquestra. Infelizmente ainda não tive tempo de dissecar tudo, mas como meu Natal deve ser na capital federal, terei que achar diversão em algum lugar.

Brasileiras e brasileiros

quinta-feira, dezembro 4, 2008 by

Nunca morei em uma capital federal. Já visitei algumas e no máximo fiquei 3 semanas em Londres. Uma das coisas mais legais é que todas manifestações e, principalmente as decisões, são tomadas nelas. Lembro que lá entre os londrinos, participei de uma passeata em favor da permanência dos gregos na ilha de Chipre. Ih, aquilo é uma confusão. Os gregos são reconhecidos internacionalmente, mas os turcos estão no norte da ilha e reivindicam uma parte do território. Sei que em Londres, eu estava lá entre os gregos, ajudando com as plaquinhas e tudo. Muito bem, gostei da experiência. Eis que em Brasília, ontem, o pessoal da CUT organizou uma passeata gigantesca (que deixaria a do UK no chinelo) em protesto contra alguma nova lei trabalhista. Trânsito de cão, helicópteros por todos os lados, 3 faixas do Eixo Monumental interditadas, inferno na Terra. Eu, de carro, atrasado para o trabalho a xingar todo e qualquer manifestante que estivesse exigindo seus direitos. No fundo mesmo, acho que queria estar lá com eles. Um dia ainda irei trabalhar a pé.

Estação da Luz

sexta-feira, novembro 28, 2008 by

“Lá vem chegando o verão no trem da estação da luz…”

Certa vez me perguntaram (pelo MSN) como estava o tempo por aqui. Quando respondi que estava um calor insuportável, replicaram: “mas aí não é frio?”

Sim, no inverno faz frio. Ou fazia, porque esse ano o inverno foi uma baba, não chegou a fazer menos que 6, 7 graus – ameno, se comparado aos 3° negativos que chegou a fazer ano passado. Mas aqui tem verão – esse sim, é de matar. Um calor desgraçado, que passa fácil dos 40graus lá por janeiro. E o pior: abafado e úmido. De passar mal. Pois bem, já estamos quase no final da primavera, que resolveu já vir com tudo. Em janeiro, vou fritar no meio da rua…

Mas tem um lado “bom”: horário de verão. É legal sair do trabalho com um baita sol, ir pra casa a pé, resolver um monte de coisas com o dia claro, bater um papo com os colegas tomando uma gelada depois do expediente, ir caminhar no parque (que saudade de uma praia!)… só é preciso ter cuidado, senão chega bronzeado em casa, e isso pode não ser bom: estamos perto demais do buraco da camada de ozõnio. Então, em pleno verão, às 8 da “noite”, é bom usar protetor solar ser for sair a pé.

P.S.: Eu não sou fanático por Alceu Valença, foi coincidência…

Goiânia

terça-feira, novembro 25, 2008 by

Passei o fim de semana em Goiânia. Realmente confirmei tudo o que me falavam. Cidade linda, limpa, mulheres lindíssimas, enfim, povo bom. Conheci pouco porque do hotel, fomos direto pra um barzinho passar a tarde. Depois, baladinha e cama de novo pra enfrentar o domingão no Serra Dourada. Aliás, não é só o gramado, mas o estádio inteiro é espetacular. Organizado, limpo, com espaços abertos, bem diferente dos gradeados que conheço. O jogaço era a decisão da terceira divisão do campeonato brasileiro: Campinense X Atlético Goianiense. Fantástico! Para provar como o povo é bom, a torcida do adversário veio nos cumprimentar, afinal, os dois times subiram. Viu? Povo bom. Ainda volto pra lá!

19 horas

segunda-feira, novembro 10, 2008 by

Finalmente achei algo que me irrita, o que deve ser bom porque deixa a cidade menos reta. Aqui em Brasília, provavelmente por ser o centro do poder no Brasil, discute-se política muito mais do que no Recife. A pauta do dia é o poder, afinal de contas, a cidade vive disso. Do poder, do que ele representa ou do que ele poderia representar. Isso também se mostra na arquitetura, nem um pouco funcional, assim como na cabeça de algumas pessoas que insistem em se enterrar na Ilha da Fantasia e não ver o ao redor. Depois de hoje, vi que alguns nordestinos resolveram definitivamente esquecer o passado retirante e sofrido. Uma pena. Nossas raízes estão lá. A terra quente e úmida ainda persiste. A pobreza ainda está. Possivelmente pelo que se decida aqui. A pragmática acontece lá. Espero que os nordestinos que conheci hoje se tornem mais brasileiros e menos avestruzes.

Horário de Verão

terça-feira, novembro 4, 2008 by

Eu não se é porque eu estou em Brasília há menos de 2 meses, mas a verdade é que eu estava com muita saudade de casa. Engraçado? Pois é, a gente só entende mesmo uma cidade quando sai dela. Diferente do gaúcho aí embaixo, eu sempre ouço coisas mais como Samba Makossa quando chego no Guararapes-Gilberto Freyre que, by the way, É LINDO. Encontrei com amigos queridos demais, tomei caipirosca por menos de 8 reais, vi minhas sobrinhas, minha irmã e minha mãe. Essas coisas que faltam por aqui.

Aconteceu com Recife a mesma coisa que aconteceu comigo em 2002 quando conheci Atenas. Não entendia o trânsito, não entendia as pessoas, não entendia como um camelô vendia um tênis Adidas original do lado de um super rádio (eu ainda chamo assim) da Sony, como as mulheres usavam preto o dia inteiro. Quando saí de lá, resolvi entender. Assim como Recife, Atenas é um melting pot de milhões de coisas. De “vivente” virei espectador.

Coincidência ou não, recebi por email ontem a campanha da Empetur que vende Pernambuco. Sábado fui numa festa que tava rolando o primeiro CD do Chico. A saudade bateu na campanha. No Chico, eu chorei mesmo. Pouquinho, mas foi.

Voltei, Recife…

domingo, novembro 2, 2008 by

É impossível não lembrar dessa música ao sobrevoar Recife… ou sair da esteira de bagagens e adentrar o saguão do nosso querido Aeroporto Internacional dos Guararapes – Gilberto Freyre. Uma breve passagem por lá, no fim de semana retrasado (23 a 26 de out.). Dessa vez, eu não cantei a música – pelo menos não em voz alta. Mas nem precisou, pois pude ouvir outros cantarolando enquanto subíamos a ponte de desembarque.

Aliás, falando do aeroporto de Recife, vale lembrar que dessa vez nosso carinho por ele aumentou ainda mais, depois de mais uma desagradável conexão no aerporto de Cumbica – Guarulhos: aquilo é uma zona, uma esculhambação, um nojo, algo que me faz concordar com outro passageiro revoltado quando estávamos no ônibus (!!) entra a sala de embarque e o avião parado no meio da pista: “o TIP é mais organizado que isso…”

Bem, em Recife, além do carinho da família, pés na areia da praia, coco gelado, muito camarão, caranguejo, guaiamum, cozido, bolo de  rolo, sucos de graviola, cajá, mangaba (e tome a ficar com a boca peguenta!)… baterias recarregadas! Em breve, mais detalhes, comentários e fotos.

De volta, mais uma péssima conexão no Galeão (RJ) e de volta a Porto Alegre, Aeroporto Internacional Salgado Filho - que a essa altura, também é muito querido… Mas a sucursal Brasília do Sarapatel também fez uma recarga em Recife. E ae, Thiaguim, que nos conta de novo??

Mitos e verdades

terça-feira, outubro 21, 2008 by

Meu último post pode deixado uma impressão de ranço… de que eu não gosto de Porto Alegre. Não é verdade. Quando vim pra cá, vim disposto a me adaptar, ao povo, ao clima, aos costumes, e a todas as diferenças que encontrasse. Tô inspirado, deixa eu falar mais um tiquinho dessas diferenças.

O povo fala “Bah” o tempo todo - Tchê, essa é tri-Verdade!
Precisa dizer mais alguma coisa? Bah, tchê, tri, etc… Mas não só isso, o vocabulário é bem outro, já mencionei aqui. Ah, detalhe: o Bah pega.

O povo é preconceituoso – Mito!
Muito se fala sobre o preconceito do povo daqui. Em 3 anos, ainda não senti… sempre fui muito bem recebido no trabalho, igreja, amigos, enfim… é sempre aquela cena: “Bah, tu não é daqui, né, tchê?”. Ao ouvirem que sou de Recife, “Mas como tu me larga aquelas praia maravilhosa pra vir presse frio, tchê?!” Em geral respondo que “preciso pagar minhas contas”, né?

É um povo frio – Meio mito, meio verdade
Não é frio, nem antipático, mas um pouco fechado. Demora até você “pegar intimidade”, não é feito baiano e pernambucano, que já nasce melhor amigo de todo mundo. Mas o fato é que o gaúcho costuma ter menos amigos, mas esses amigos são muito chegados e pra a vida toda. Ah, e é um povo que gosta muito de apelidos carinhosos, mesmo no trabalho. Di, Gê, Ti, Dudu, Pi, Rô, Mi, Xel, Cá…

As mulheres são bonitas – Verdade
Mas tem gente feia também. Menos, mas tem. E isso é tudo, porque minha esposa é linda, pernambucana e braba da mulesta. ;-)

O povo é bairrista – Triste e irritante verdade
Já ouvi gente dizer que “é gaúcho antes de ser brasileiro”. Que pena… eles acham que o RS é o lugar mais perfeito do mundo. Não que não seja bom, é ótimo, mas peraê, né? É feito o baiano, que acham que a BA é a única maravilha do mundo moderno. Pois é. Pena que todos eles estão enganados, todo mundo sabe que se existe uma terra maravilhosa, se chama Pernambuco, né não?!??

O churrasco gaúcho é o melhor – Deliciosa verdade
Se um gaúcho pegar um guaipeca e assar a carne, fica bom. Fazer o que? Os caba tem as manha… Em Pernambuco costela é carne barata, aqui é nobre é um tal de costelão 12horas, assado inteiro em fogo de chão… E vazio, que eu nem sabia o que era? Nem vou falar da picanha, maminha, alcatra, cupim, etc…

Chimarrão – Verdade, muuuuita verdade
É verdade, gaúcho adora chimarrão. Mas vocês não fazem idéia do quanto. No trabalho, durante o expediente, tão comum quanto o cafézinho. Até no shopping, é comum ver gente passeando com a sua garrafa térmica, e em alguns casos, a mateira, uma bolsa feita para carregar os bregueços todos do churrasco: garrafa térmica, saco de erva-mate, a cuia… eu achava que ia encontrar chimarrão à venda em restaurantes, bares, lanchonetes (que aqui se chamam lancherias!)… mas não. Cada um faz o seu, leva de casa. Domingo, se vamos ao parque… lá estão os grupinhos de gaúchos tomando seu chimarrão. Há toda uma tradição, todo um ritual, tem até os os 10 mandamentos do chimarrão, é até bonito. Se eu gosto? Bem… vejam abaixo minha reação na hora de provar…

Experimentando chimarrão

No exato momento da primeira chupada numa bomba de chimarrão...

Alunos

segunda-feira, outubro 20, 2008 by

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”.Amyr Klink

Começo este post com essa brilhante citação de Amir Klink pq hoje me sinto exatamente assim. Cheguei e vi uma cidade reta, fria e seca. Pouco mais de apenas 1 mês depois, já vi que as coisas são diferentes. Resolvi ser aluno. E ver. E ouvir o que as pessoas têm a me dizer sobre quanto tempo já moram por aqui, o quanto a cidade é segura e o quanto as caixas de supermercados são simpáticas. É inevitável viajar com estereótipos. Você cria o que lhe dizem. Engraçado como acham que Recife é aquela cidade nordestina com praias maravilhosas e para descansar a cabeça.

Muitos se surpreendem quando eu digo que as coisas não são bem assim. Digo que Boa Viagem é realmente linda (eu acho, apesar de não ser muito fã de praia), que o trânsito é macarrônico e que chove muito, ao contrário do que se pensa sobre o Nordeste. Sempre achei Recife meio que uma São Paulo nordestina. Muito carro, MUITA gente, vida cultural agitada, essas coisas. Mas como estou de fora, agora quero voltar a ser aluno. De lá.

A super máquina

segunda-feira, outubro 13, 2008 by

Ainda mês passado era inverno. Fraco, mas inverno. Então setembro chega ao fim e dá início à primavera. A bela estação das flores traz consigo um ar desgraçado pra se respirar – há muito pólen em suspensão, o que é péssimo para os que tem asma, rinite, bronquite e mais um monte de ‘ites’ respiratórios. Se isso não bastasse, por ser uma estação de transição (tal como o outono), o tempo enlouquece. Semana passada fez frio… teve dia que amanheceu 17°, chegou a 26° no almoço, e caiu para 8° de noite, para amanhecer o outro dia sob uma neblina de 6° com sensação términa de 1°.  Seja como for, nossos organismos estão, digamos, regulados para o frio. Assim, hoje amanhecemos sob 22°, tempo úmido, sem nenhuma brisa. Essa temperatura em Recife já faz um mói de gente sair de casa de moleton, mas graças à fantástica máquina que é o corpo humano, eu já saí de casa suando, para chegar no trabalho bufando de calor. E a tendência é piorar, já que no outono e na primavera a variação de temperatura pode chegar a 30° em um dia. Se um dia amanhece frio e sob forte neblina, é melhor ouvir o ditado que é dito por aqui: “Cerração que baixa, sol que racha“. Quanto mais forte a neblina ao amanhecer, mais forte serão o sol e o calor ao meio-dia.

Mas ainda não mencionei o pior. Mesmo essa auto-adaptação climática é incapaz de se adaptar aos 43° que nos esperam no verão. Isso, 43°, úmido, abafado, e com sol até 20:00. E eu que jurava que o Nordeste é quente.

 

Passeio na Redenção, primavera de 2005. Foto minha, mermo.

Passeio na Redenção, primavera de 2005. Foto minha, mermo.

Rádio Cabeça I

sexta-feira, outubro 10, 2008 by

Já mencionei aqui que antes de vir para Porto Alegre fiz uma “tournee” pelo Nordeste. Durante essa viagem, num fim de semana ‘preso’ no hotel, em que eu estava particularmente irritado e de banzo, resolvi dar um mergulho na piscina do hotel. Ao chegar lá em cima, só pelo fato de ouvir música, já me senti bem – e olha que o repertório nem era essas coisas… Foi quando descobri que sou viciado em música, de verdade. Segundo teoria (diga-se de passagem, brilhante) do colega JC, “todos nós temos aquela rádio que fica tocando na nossa cabeça, e entra no ar sempre que a nossa mente fica desocupada.” Deve mesmo ser verdade. Então, viciado em música, vivendo há algumas semanas de Porto Alegre, morando sozinho pela primeira vez – e de novo, num hotel – a minha Rádio Cabeça foi tomada por frevos, forrós, maracatus, caboclinhos, batuques e ladeiras… uma breve Googlada e encontrei os mp3 do hino de Pernambuco em frevo e forró. Naquele dia, andando a pé pelo centro, com o meu player paraguaio despejando nos meus ouvidos os poderosos metais da SpokFrevo acompanhando a voz escrachada de Alceu Valença… mas que chegavam ao meu coração saudoso como um acalanto; e, pra concluir, a voz quase triste de Dominguinhos e sua sanfona chorosa me fizeram sentir muito feliz por resgatar em mim uma Pernambucanidade que nem eu conhecia.

É preciso, para ajudar a manter minha identidade, vivendo numa terra tão orgulhosa de seus valores, cultura e tradição.

HBO

quarta-feira, outubro 8, 2008 by

O Cerrado brasileiro é um cenário natural equivalente à Savana Africana ou ao Grande Deserto Australiano. No Centro-Oeste se encontra uma gama incomparável de animais, plantas e flores que fazem deste um dos maiores ecossistemas do planeta. Até aí tudo bem, tudo lindo, mas porque um grilo tinha que entrar ontem na minha casa e só me deixar dormir de madrugada? Às 23h45, avisava o guia da MaisTV, término do filme da HBO. Filme nem tão bom assim. Tudo pronto, apaga a luz e vai dormir, Thiago. Liga o ventilador de teto. Começa o barulho. Desliga. Continua o barulho. O problema maior de um grilo num apartamento de 33 m² é que o zumbido emitido por ele vem da cozinha que também é sala de estar que também é quarto que também é sala de visita, ou seja, vai saber se esse bicho ta aqui na cama? Acende a luz. Marco. Pólo. Marco. Pólo. Nada. Achei lá perto da clarabóia (sim, meu quarto não tem janelas, tem clarabóia). Duas horas depois, adeus grilo e bem-vindo sono.

Lavanderia

terça-feira, setembro 30, 2008 by

Acho que só se conhece uma cidade de verdade, quando você vai numa lavanderia. No meu flat de 33 m² (o de 30 era muito pequeno e resolvi não alugar) não tem máquina de lavar. Portanto, a lida é juntar tudo e levar na lavanderia que fica a umas 2 quadras de casa. Quadras aqui equivalem a quase 2 quarteirões de Recife, mas como é subida, vou de carro pra não aumentar a fadiga. Na lavanderia, você expõe a sua vida. Ali estão camisas, cuecas, meias, calças, tudo pra lavar. Tudo no mesmo bolo. Em Huddersfield, nos dias de tédio, era o meu programa favorito. Outro programa interessante tem sido ir ao supermercado. Só sei chegar em 3. Dois pela hora da morte e o outro é o Pão de Açúcar. Mais barato, pode acreditar. A organização doméstica e a paisagem têm deixado Brasília cada vez mais parecida com Huds. De Recife, apenas o sotaque dos amigos mais próximos para matar a saudade.

Piada pronta – ainda as diferenças

segunda-feira, setembro 29, 2008 by

Como eu esperava, na minha primeira semana em PoA, sofri. Já vinha sofrendo desde 2 meses antes, com uma longa transição que incluiu 2 semanas em Salvador e mais 40 dias em Fortaleza. Tenho uma tendência a estranhar a comida nos primeiros dias de adaptação, então, lá pelo quarto dia, liguei para o trabalho avisando que me atrasaria. Eu ainda não sabia, mas estava com “churrio“. E ao chegar no trabalho, alguém me perguntou se eu tinha “ido aos pés“. Caramba, só faltava agora praticar agachamento em plena dor de barriga…

Mas porque essa agora? Simples: já notaram em como nessa eleição há candidatos, digamos, pitorescos? uma certa ex-cantora é candidata a prefeita, mas pelo menos sua filha desistiu de verear; ex-apresentadores, atores pornôs, donos de prostíbulos e casas de swing, drag queens, cantores, vários ex-BBB’s… Se achou pouco, aqui tem mais.

Ainda não transferi meu título de eleitor para PoA. Não que eu não goste de política – gosto tanto que não acho “correto” votar em uma cidade onde eu ainda não conheço bem o cenário político. Pior ainda é quando vejo os candidatos ditos “sérios”, de partidos menores, ultrarradicais (sim, é assim que se escreve agora!) que são tão hilários – ou piores – que os citados acima.

Como o Brasil é o país da piada pronta… em semana de eleição, me sinto como se tivesse de churrio, e no botão verde da urna deveria ter escrito: descarga.

É, eu sei… também acho uma piada sem graça e de extremo mal gosto.

É o fim, mesmo...

É o fim, mesmo...


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.